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Tem algo dentro de mim, não sei como nem sei onde, que repete teu nome toda noite.
E eu, deitado, imóvel, nem sei quando, nem sei como isso vai parar.
Se é que tem fim tudo isso, se é que tem fim...
Eu, perdido em devaneios, já não sou dono de mim.
É coisa estranha, o que se passa em minha cama. Livros, cartas, canetas e mais canetas. O violão fica no chão. A luz fica acesa. Meus olhos ficam fechados. Todo o meu ser espalhado pelo quarto. E eu nem sei se estou feliz, nem sei se infeliz estou. Só me resta essa certeza - ainda te carrego em pensamento, seja lá aonde for.
