segunda-feira, 29 de outubro de 2012

VÍDEO 01

Um vídeo simples, curto, mas que fiz de coração.

27 de Outubro de 2012

terça-feira, 16 de outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

TEXTO 05

Faz dias que me perco de mim mesmo, que ando com a cabeça nas nuvens e o pensamento longe. Nem vejo mais os rostos na rua, estou sempre olhando pro céu. O céu, o céu. Por aqui, sempre cinzento fechado nublado. Não faz sol, mas também não faz chuva. Queria que o céu não andasse tão confuso como eu.
Busquei outros caminhos, novos horizontes se estenderam ao meu olhar. O novo sempre nos encanta, sempre! e eu sei que a busca é incansável e nunca chega ao fim.
Essa vontade de estar em outras terras, eu não sei, eu não sei. Talvez seja uma fuga, mas fugir do que eu não sei bem. Talvez não tenha me encontrado, encontrado minha alma. Porque, eu sei, não é novo céu e nova terra que eu preciso pra ser feliz. Felicidade é de dentro pra fora. Ser feliz hoje pra ser feliz sempre. 

Nada é capaz de trazer felicidade. Nem mesmo o céu, nem mesmo o amor. Felicidade é algo que nasce da gente, quando a gente aceita ser feliz. Do contrário tudo é motivo para tristeza e frustração. Eu sei. Eu vivi. Eu não queria ser feliz, sim, foi isso, eu não queria.
Não reparo mais os dias. Os minutos se arrastam. Vivo a todo instante a eternidade. O mesmo dia todos os dias. Passam os rostos, ficam as lembranças, vão-se as estradas, permanecem as histórias, hoje chove para amanhã o sol brilhar. Ando perdido dentro de mim mesmo, em meus próprios pensamentos, sem saber se o que eu penso é verdade ou ilusão. E eu não queria estar tão confuso como o céu

domingo, 7 de outubro de 2012

TEXTO 04

Acima das nuvens o sol ainda brilha contente. E os pássaros, mesmo sem saber contar os dias, voam pomposos como se fossem eternos. O rio nunca para. Todas as águas correm em direção ao mar. 
Saiba que eu não sei porque estou aqui, e que tudo o que eu sonhei um dia morre hoje para renascer amanhã. Todos os dias são iguais, nada a de novo debaixo do sol.
O mato que ainda espera as águas caírem do céu, e as árvore que por séculos perduram, e que tudo sabem, e que tudo viram. O vento sopra rumo ao oeste, as copas das árvores dançam de alegria. A sombra toca o chão. O árvore se circula de paz. É lá que os pássaros constroem seus ninhos, é lá onde onde o homem repousa da lida diária.
As nuvens insistem em ficar lá no céu. Montanhas anseiam toca-las. Deuses habitam os lugares mais altos. Do alto tudo contemplam, e do alto são contemplados.

Para além do caminho meus pés me levaram. Passos trilhados na lama eu deixei. Meus olhos viram mas eu não quis enxergar. Meus ouvidos ouviram mas eu não quis escutar.
Eu fui, eu voltei. Agora digo sozinho: eu já estive lá.