Acima das nuvens o sol ainda brilha contente. E os pássaros, mesmo sem saber contar os dias, voam pomposos como se fossem eternos. O rio nunca para. Todas as águas correm em direção ao mar.
Saiba que eu não sei porque estou aqui, e que tudo o que eu sonhei um dia morre hoje para renascer amanhã. Todos os dias são iguais, nada a de novo debaixo do sol.
O mato que ainda espera as águas caírem do céu, e as árvore que por séculos perduram, e que tudo sabem, e que tudo viram. O vento sopra rumo ao oeste, as copas das árvores dançam de alegria. A sombra toca o chão. O árvore se circula de paz. É lá que os pássaros constroem seus ninhos, é lá onde onde o homem repousa da lida diária.
As nuvens insistem em ficar lá no céu. Montanhas anseiam toca-las. Deuses habitam os lugares mais altos. Do alto tudo contemplam, e do alto são contemplados.
Para além do caminho meus pés me levaram. Passos trilhados na lama eu deixei. Meus olhos viram mas eu não quis enxergar. Meus ouvidos ouviram mas eu não quis escutar.
Eu fui, eu voltei. Agora digo sozinho: eu já estive lá.
Nenhum comentário:
Postar um comentário