domingo, 3 de agosto de 2014

Domingo às Quatro.

Mais um gole da bebida. Dê-me a força de que tanto necessito.
Preciso de algo para saciar os dias. Os dias passando como as nuvens. Mas falta azul no meu céu, falta as ondas no meu mar. E eu que já não espero mais o vento, que não espero mais os cantos, nem as cartas, nem os passos. Aproxime-se. Vida e morte andando lado-a-lado.
Nesse quarto, tua pele quente de verão, teu cabelo radiante como sol, teu beijo fresco de orvalho.
Fez os dias mais felizes nestes dias que eu e você fomos nós.
Existe uma árvore, não sei onde,  mas posso senti-la. Meu corpo busca sua sobra, minha mente anseia esses frutos. Teu coração. Livre como andorinhas.
Preciso de uma inspiração, de mais um dia, de mais um ano, de mais uma montanha, de uma nova estrada, de um novo amor, de uma nova separação, de uma outra sensação que me faça voar, que me faça querer voltar, trazer no peito a coragem. Quando eu saio da cidade para nunca mais voltar. É só um avião que vai e não volta. Não faz sentido, mas um dia poderá fazer.
Procuro uma nova vontade, uma nova amizade. Procuro algo além dos limites desta cidade, mas não sei bem direito o que nem por onde Mas hoje, preciso ser fiel a mim mesmo. Sonhei novos sonhos. Escolhas que a vida impõe. Não é fácil - ninguém disse que seria. Mas ao final, nem todos os dias são de sorrisos, e aprende-se da forma mais penosa o valor de uma lágrima.
Deixo-te hoje, para te procurar amanhã. Mesmo sabendo que amanhã você já não mais se encontrará.