quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Idiota

Olho as minhas palavras agora. Me sinto idiota.
Não gosto de nada do que escrevo, nem gosto de registrar agora o que sinto. 
Mas o que devo dizer afinal? Pois que riem de mim agora! Pois que falem que eu estava errado! Digam o que quiserem, mas sou fiel. Sim! Eu choro! Sou fiel ao sentimento. Serei fiel até o fim. Mesmo que eu não goste, mesmo que eu me envergonhe, mesmo que um dia eu me arrependa, não minto. Esse sou eu e esse sentimento faz parte de mim. Mas sou assim, sou um homem de sensações. Pois não me lembro de muitas faces, mas me lembro muito bem como eu me sentia ao estar ao lado de uma. E se existe alguma coisa que eu gosto de recordar, então essas coisas são as coisas que eu sinto.
Me sinto idiota e tenho vergonha. Mas não minto. Nem escondo. Deixem-me ser esse homem que sou. Deixem-me recordar do que era ler as cartas dela. Deixem-me recordar o que era estar ao lado dela. Deixem-me lembrar dos perfumes, das canções sopradas pelo vento, e das coisas que me vinham ao penamento.
Deixem-me ser um idiota. Prefiro ser um idiota que corre atrás do amor, do que um idiota correndo atrás de dinheiro.

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