Você não sabe, mas eu fui até a sua casa. Você nem imagina, mas pensei em chamar teu nome. Fiquei parado, imóvel. A janela do seu quarto apagada – “ela nem deve estar em casa”. Eu só estava de passagem e pensei em ficar. Quanto tempo faz que não nos falamos? Um mês?! Eu poderia dizer que passou um ano inteiro! E tudo o que eu mais queria era te ouvir. Ouvir tua voz. Sentir tua fala. Senti tua falta. Eu tinha tanto para te contar! Mas você não estava. Eu fiquei imaginando por onde você andava. A cidade - e os mesmos prédios de sempre, e as mesmas velhas casas a minha volta, e as ruas e as avenidas e todos os bares e praças. De algum modo queria encontrar você, assim, por acaso. Sem campanhias, sem interfones, sem palminhas na frente do portão. Queria te encontrar sem mais nem menos. Daríamos um oi, pediríamos um do outro e cada um seguiria seu caminho. Ainda guardo o recado que você me escreveu. Está sendo a oração que repito todos os dia. É o que me faz levantar da cama e ver o sol. É o que me fez sair de casa e vir até você. Você não estava. Sentirei tua falta. Quem sabe um dia a gente se encontra por acaso por aí.
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