TEXTO 3
Não tinha mais nada para fazer então resolveu coçar o saco,
assim, descaradamente, na frente das crianças e das velhinhas. Levantou-se em
meio a multidão, soltou um grunhido feroz e pôs-se a correr atrás de alguma
coisa que nem ele mesmo sabia. Pulou um portão, bateu o pé na calçada e deu de
cara com o chão. Sujo e esfarrapado, entregou-se de joelhos a morte. Não
demorou muito para que uma multidão se aglomerasse à sua volta e se
perguntassem sobre o que diabos ele estava fazendo afinal. Nada sabiam e nada saberiam
durante vinte e cinco anos então. Mas nada explica ao certo a insanidade de um
homem que pula o muro, bate o pé na calçada e dá de cara com o chão e morre assim sem motivo. Destino? Alguns dizem que sim. Eu, particularmente, não acredito em nada disso.
Para falar a verdade nem sei sobre o que estou falando. Simplesmente
achei que seria divertido escrever um texto sem sentido.
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