segunda-feira, 3 de setembro de 2012

TEXTO 3

Não tinha mais nada para fazer então resolveu coçar o saco, assim, descaradamente, na frente das crianças e das velhinhas. Levantou-se em meio a multidão, soltou um grunhido feroz e pôs-se a correr atrás de alguma coisa que nem ele mesmo sabia. Pulou um portão, bateu o pé na calçada e deu de cara com o chão. Sujo e esfarrapado, entregou-se de joelhos a morte. Não demorou muito para que uma multidão se aglomerasse à sua volta e se perguntassem sobre o que diabos ele estava fazendo afinal. Nada sabiam e nada saberiam durante vinte e cinco anos então. Mas nada explica ao certo a insanidade de um homem que pula o muro, bate o pé na calçada e dá de cara com o chão e morre assim sem motivo. Destino? Alguns dizem que sim. Eu, particularmente, não acredito em nada disso. Para falar a verdade nem sei sobre o que estou falando. Simplesmente achei que seria divertido escrever um texto sem sentido.

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