Estou morto. Ao final de cada dia vou morrendo mais um pouco.
Oh, não é tão mal assim. Antes de tudo, é ressurreição.
É viver todo dia como se fosse o último, acordar todo dia como se fosse o primeiro.
Sou, de fato, um menino muito pequeno, muito novo, muito ingênuo. Mas que bom que não perdi meus sonhos, nem minha esperança. Por sinal, ainda acredito que um dia eu poderei alcançar os céus e voar.
Não tenho asas, Deus não me as concedeu. Porém, tenho uma alma, um espirito livre e imaginação. Tenho sonhos. Sou, igualmente como você e como todos os demais. Não sonhamos coisas pequenas. Cada um de nós é um milagre.
Mas, o que é a vida afinal? Desilusões, esperanças e sonhos perdidos. Na verdade, sonhar é fácil, persistir é que é difícil. Continuar acreditando mesmo quanto todos os demais não lhe compreendem.
Cada um de nós possui uma história. E é estranho imaginar que eu poderia ser apenas átomos de hidrogênio flutuando pelo espaço. Porém, aqui estou, vivo. Estar vivo é um milagre.
Não quero mais olhar para trás e lamuriar. Nem quero olhar pra frente e imaginar coisas impossíveis. Quero, antes de mais nada, olhar pro aqui, pro agora. Não quero mais passar pelas pessoas jogadas na calçada e me sentir um merda por não saber exatamente o que fazer. Me sentir um bosta por não poder ajudar.
Quero morrer e nascer todos os dias. Ajudar quem precisa. Viver minha vida e seguir aquilo que acredito.
Pois bem. Não sei mais o que dizer.
Enfim ...
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