Queira incendiar a alma, inflamar os ventos, cantar as dores, juntar os pássaros mortos na beira da estrada.
Pó e terra seca por onde os passos trilham, o sol se põe mais uma vez, e eu não sei o dia de amanhã.
Não sei o que é o amor. Explique-se.
As mãos que já não se perdem e não se encontram, não se entrelaçam e não sentem, os olhos que só procuram o céu, o oceano, o vazio, e não encontra nunca outros olhos nos quais repousar. É tão difícil abrir o coração para alguém sem se sentir um tremendo idiota. Nudez do corpo é fácil, desnudar a alma é que é difícil.
Uma canção que embalasse o mundo inteiro. Todas as pessoas do mundo imóveis por um único momento. O silêncio. O maior de todos. Nossos corações batendo, minhas mãos procurando as tuas, nossos corpos se entrelaçando, Deus feliz por nós dois.
Mas eu sou fraco, covarde. Um dia o céu vai desabar, meu chão vai ruir. Não fui feito para amar ou ser amado, é tarde demais. Demais foram os sonhos, as ilusões maiores ainda. Minha fé ruiu quando eu mais precisava de um amigo. Suportei as dores mais do que devia.
Queria incendiar a alma, inflamar os ventos e cantar, cantar. A dança das almas perdidas.
Foge para a casa dos teus pais menino.
Foge pro mundo.
Perca-se.
Morra quando tiver que morrer.
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