quinta-feira, 18 de dezembro de 2014


Suor e sereno. O sol ardendo nas costas e eu posso continuar caminhando por mais mil anos assim eu nunca chegarei a lugar algum. Não existe mapa para a felicidade. Não existe rumo ou rota segura que me deixe em algum porto pronto para partir. Meu coração está partido e não para, não para, pulsa ainda, e leva sangue para onde já não exite mais vida.
Eu vejo ela agora parada no aeroporto com as mãos entrelaçadas ainda me esperando, eu vejo ela agora sentada do lado de lá do ônibus, eu vejo ela chegando para mais um dia de aula, eu vejo ela partindo de mudança, ela segura minha mão em dia de chuva, ela me leva para conhecer a cidade, e todas elas vão embora sem dizer adeus.
As montanhas e os desertos, as casas abandonadas, o mato ao lado do asfalto, os 600km longe de casa, as araucárias, os besouros tão indefesos de pernas para o ar. Os banheiros imundos, as prostitutas de estrada, o esgoto escoando no rio, o pássaro morto jogado no lixo.
Tudo o que faz parte de mim. Morre um dia para amanhã renascer.

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