quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Obrigado Por Hoje

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Confesso, tenho que lhe agradecer. Por mais que eu fiquei te censurando em pensamentos, tu entrou nele e agora não quer mais sair. E tu não veio como as outras garotas, pedindo licença e abrindo as portas aos poucos; veio mais como uma louca neurótica, chutando logo a porta e pedindo pra te mostrar tudo o que eu guardava no meu quartinho. Até dou risada da minha própria desgraça agora. Tu até faz parecer que meu choro foi de tanto rir. Ao teu lado, não sei, me sinto bem. E é incrível como você teve essa capacidade de fazer a minha mente desenterrar a tua memória, e agora me lembro com prazer dos momentos que compartilhamos juntos na infância. Tua memória está clara e reluzente, e ofusca qualquer outro brilho que tenta se firmar. Você brilha como o sol em minha mente, ofuscando todas as demais estrelas. E todas elas parecem estar tão distantes agora. Todas elas me parecem tão insignificantes. E você parece estar tão próxima. Até parece que posso toca-lá.
Confesso que você me fez um bem danado, me deu vida nova. Foi tão breve o nosso encontro. Foi tão curto e inesperado que um descrente como eu até começa a achar que tudo isso não foi por acaso. E até imagino que era destino encontrar você ali, pra me fazer sorrir e pra me tirar dessa tristeza que me atormentava sem parar. 
Então, posso lhe agradecer?
Obrigado por hoje, Bruna.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011 - 23:37  

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