Pois então. Aqui me encontro escrevendo-te
sob o restante de luz de um belo dia.
Não sei o que senti. Mas o que senti foi
suficientemente forte para que me pusesse a escrever.
Sei de mim muito menos que sei do mundo. Reparei-me.
No diálogo, tentando passar ares de sábio e de nobreza, me tropeço nas palavras, e a impressão que causei foi bem mais a de um pobre diabo.
Sendo assim, vi que não tenho espaço na sociedade, e que meu lugar é longe das pessoas. Minha alma solitária não combina com o alvoroço das cidades, e embora sinta prazer em por elas caminhar, me sinto vaidoso em cada gesto, em cada passo, em cada olhar.
Sonho com um lugar ao longe, onde eu possa ter uma vida simples e pastoril. Lá, construir morada, e nela passar o restante de meus dias. Sem esposa, nem vizinhos, infligiria a mim mesmo esse castigo; o preço de não saber viver em sociedade.
Sei de mim muito menos que sei do mundo. Reparei-me.
No diálogo, tentando passar ares de sábio e de nobreza, me tropeço nas palavras, e a impressão que causei foi bem mais a de um pobre diabo.
Sendo assim, vi que não tenho espaço na sociedade, e que meu lugar é longe das pessoas. Minha alma solitária não combina com o alvoroço das cidades, e embora sinta prazer em por elas caminhar, me sinto vaidoso em cada gesto, em cada passo, em cada olhar.
Sonho com um lugar ao longe, onde eu possa ter uma vida simples e pastoril. Lá, construir morada, e nela passar o restante de meus dias. Sem esposa, nem vizinhos, infligiria a mim mesmo esse castigo; o preço de não saber viver em sociedade.
Nas minhas tardes, nada faria além de
ver o sol se pôr, contemplar as águas do regato e escrever singelos versos de
contemplação a natureza. Passaria minhas noites ao lado do fogão a lenha,
alimentando as chamas de meus pensamentos com leituras muito prazerosas de
outros homens, de outras épocas, de distantes paisagens.
No meu pátio, um pomar de macieiras cultivaria. Dele tiraria meu sustento, pouco, mas suficiente para sustentar minhas poucas ambições. Nele empregaria toda a minha devoção, cuidaria com todos os caprichos. Os pássaros nele fariam morada, e todas as pequenas criaturas fariam dele o paraíso.
Nunca mais saberiam de mim, nem o lugar para onde fui. Não teriam noticias minhas. Minha presença nesse mundo logo seria esquecida, e eu não deixaria lembranças junto às futuras gerações. Viveria com pouco, e com nada morreria, igualmente foi em meu nascimento.
Basta de TV, de baixaria no rádio, das más noticias nos jornais. Não mais quero saber do mundo e nem pretendo que o mundo saiba de mim. Quem sabe, se verdadeiro, meus sentimentos toquem a alma de alguém; mas não creio que minhas inspirações criem raízes em uma sociedade tão artificial.
Assim, renego qualquer possibilidade de fama e
de fortuna. Se vierem – bom; se não vierem – melhor.
No meu pátio, um pomar de macieiras cultivaria. Dele tiraria meu sustento, pouco, mas suficiente para sustentar minhas poucas ambições. Nele empregaria toda a minha devoção, cuidaria com todos os caprichos. Os pássaros nele fariam morada, e todas as pequenas criaturas fariam dele o paraíso.
Nunca mais saberiam de mim, nem o lugar para onde fui. Não teriam noticias minhas. Minha presença nesse mundo logo seria esquecida, e eu não deixaria lembranças junto às futuras gerações. Viveria com pouco, e com nada morreria, igualmente foi em meu nascimento.
Basta de TV, de baixaria no rádio, das más noticias nos jornais. Não mais quero saber do mundo e nem pretendo que o mundo saiba de mim. Quem sabe, se verdadeiro, meus sentimentos toquem a alma de alguém; mas não creio que minhas inspirações criem raízes em uma sociedade tão artificial.
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