sábado, 17 de novembro de 2012

TEXTO 10 - 17 DE NOVEMBRO

Eu sabia que não era boa ideia, mesmo assim eu insisti. Já sabia muito de mim mesmo, e sabia que aquele não era lugar pra mim. Mesmo assim, eu insisti. Mas, é compreensível. Pois, estando apaixonado, eu tenho disso. Faço errado pensando fazer certo. Só depois é que percebo! Maldito. É claro que me vi onde não é era o meu lugar. Que me vi cercado de gente desconhecida. Estava fora de meu habitat.
Mas não me censurei. Pois a vida, pra ser bem vivida, precisa mesmo dessas loucuras. Mesmo que depois se lamentando. Ah! eu busquei tanto uma vida perfeita e a perfeição não aconteceu! Agora me deixo errar, na esperança de aprender justamente com meus erros.
Estávamos eu e ela no mesmo espaço então. Mesmo tão perto, ela me parecia tão distante! Meus olhos procuravam os olhos dela e não os encontravam. Talvez ela não tenha percebido, mas meus olhos gritavam o nome dela. Vi ela cercada de homens, como assim eu havia premeditado. A fumaça do cigarro! Se eu tivesse mais coragem, se eu fosse mais dono de mim, teria partido naquele momento. Talvez não fossem coragens que me faltavam, e sim, esperanças que me sobravam. E eu esperei, e esperei até o final. Meu sangue agora era só saudade, raiva e desespero. Ela disse – tchau, ainda nos falamos. E assim como entrei, assim me vi saindo. Só que pior.

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