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Esses dias me peguei lembrando do primeiro filme que assistimos juntos.
Mil e quinhentos quilômetros separando meu corpo do teu, mas nossas almas estavam lado a lado em algum cantinho do céu.
Era um filme sobre um homem espacial, que vivia trabalhando na lua. Ele era sozinho. Na verdade, ele não era completamente sozinho – tinha um computador pensante que era amigo dele. Ele tinha uma amada que morava na Terra, e ele está feliz, pois em breve o trabalho dele na lua vai acabar. Mas ai então um dia ele sofre um acidente. Ele então acorda sem lembrar ao certo o que aconteceu. Depois de algum tempo ele encontra um outro alguém naquela solidão. São idênticos na aparência, porém muito diferentes no pensamento. Passado certo tempo, os dois começam a desconfiar da situação. Descobrem que são clones do antigo homem da lua, e que a cada três anos um deles morre, e outro nasce, e memórias e lembranças pré-programadas são implantadas no novo cérebro. Mas eles ainda buscam o amor. Um se sacrifica para o outro então voltar para a Terra enquanto outro clone nasce e vive sem saber de nada.
Filme confuso, quase surreal. Mas foi nosso primeiro filme juntos, por isso gosto dele como se fosse um filme genial.
Mas passado tanto tempo desde aquele dia, e depois de nós dois termos passado por tudo o que passamos, não tenho dúvidas de dizer que o mais sortudo de nós dois sou eu. Pois eu posso voltar no tempo e trazer você em pensamento pra assistir filme aqui comigo, como posso me transportar pro teu apartamento e ficar assistindo ao filme aí no teu sofá. Você nunca poderá fazer isso, porque não conhece minha cidade, nunca esteve do lado de cá.
domingo, 16 de outubro de 2011 – 18:10

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