quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Push Start

'
Se eu soubesse pra quem escrever eu escreveria. E se eu soubesse a quem amar, então eu amaria. Mas nem sei se quero mais escrever, nem sei se quero mais amar.
Imaginei-me assistindo filmes com garotas desconhecidas, beijando lábios com gosto de sangue, e vendo a nudez de um corpo que não amo. Quero fugir de mim mesmo, encontrar refugio no corpo de uma mulher. Não importa se é baixa ou se é alta, se loira ou morena, ruiva. Não importa se é gordinha ou magrinha, se é inteligente ou se é burra. Não importa se é negra, branca, amarela, vermelha, azul, verde ou albina. Só quero uma mulher pra estar perto e fazer companhia, pra me livrar dos meus próprios pensamentos e ajudar a esquecer, deixar de viver de lembranças. Não quero amar nem ser amado. O amor virou um jogo onde o que importa é fingir direito. Eu finjo que sou perfeito e finjo que ela é perfeita. Fingimos que acreditamos, vivamos essa mentira descarada. Mês que vem cada um segue seu caminho e tudo bem, sem ressentimento, sem mágoas, sem choro. Nós dois sabíamos que tudo isso era um jogo, e no final das contas foi divertido. Sim!, nós dois nos divertimos por um mês.
O problema é que estou confuso e incerto de mim. Ver o amor se tornando um jogo não é o que eu quero pra mim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário