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Às vezes me pergunto como pudemos chegar a esse ponto. Nós que um dia tanto nos amamos, que tanto fizemos juras de amor, hoje vivemos cada um no seu canto, e entre nós já não existe mais nenhum encanto, e o que sobrou do antigo amor foi um veneno sutil e mortal.
Procurar o sentido do nosso destino na Razão não faz sentido. Procurar na ciência explicações pro fim do nosso amor, jamais!, eu não teria paciência. Não cabe a mim encontrar a fórmula secreta pra transformar amor em ódio e vive-versa. Cabe a mim falar, simplesmente falar.
Acontece que eu sou ariano espontâneo. Acontece que você é uma escorpiana que necessita de vitórias. Acontece com eu sou de Abril, você de Outubro. Acontece que você nasceu “do outro lado do ano”. Eu sou o homem e você é a mulher. Mas eu brincava de casinha com minhas primas enquanto você descia ladeiras com carinhos de rolimã montados pelo teu irmão. Acontece que eu nasci onde faz frio. Acontece que você nasceu onde só faz calor. Acontece que eu vejo montanhas. Acontece que você vê o horizonte infinito. Acontece que eu vejo nuvens cinzentas. Acontece que você vê prédios cinzentos. Acontece que eu já estive tantas vezes no mar. Acontece que você nunca esteve lá. Acontece que eu amo macarrão alho e óleo. Acontece que você odeia macarrão alho e óleo.
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Taí a explicação! Nosso amor acabou só por causa do macarrão.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011 – 09:27

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